#cachoeirasseguras uma campanha nascida da dor e por amor!

As cachoeiras nos oferecem momentos de prazer, paz e muita diversão. O encantamento que temos por estas quedas d’água é por muitas vezes inexplicável e com isto acabamos relaxando e esquecendo que além disto tudo elas oferecem perigo também. E neste momento os cuidados devem ser redobrados, a atenção e os sentidos devem estar sempre alerta. Estes paraísos normalmente são escorregadios, pedregosos, passíveis de afogamento e temos que nos cuidar para que possamos desfrutá-lo sempre mais e mais.

Neste post vou contar a história do Cacá, o Carlos Brasileiro Pitá, um amante de cachoeiras que teve sua vida ceifada aos 31 anos em um destes passeios que tanto amamos e de sua mãe, Virgínia Miranda, que diante desta fatalidade resolveu não se entregar ao sofrimento, mas a se dedicar para que coisas assim sejam evitadas.

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Cacá era professor de física na rede pública de ensino do DF e jogador de polo aquático, além de adepto ao turismo de aventura. No dia 23/12/16, em suas férias, foi fazer uma trilha no entorno de Brasília/DF, seria um dia perfeito!

Ao entrar na propriedade onde se localiza a Cachoeira, Cacá preencheu uma ficha com a hora de entrada e um contato para emergências, porém a sua saída não foi registrada, fato que passou despercebido pela administração do local que não providenciou nenhuma busca por ele, mesmo o seu carro estando no estacionamento do local. Sua família que o esperava para os preparativos da noite de Natal estranhou a ausência de Cacá, tentou fazer contato por telefone sem sucesso e através de uma amiga ficou sabendo que ele tinha ido fazer uma trilha em uma cachoeira na Fazenda Citates sozinho. O resgate foi acionado e as buscas iniciadas, Cacá foi encontrado no local dias depois. A perícia apontou que ele escorregou, caiu em um barranco e bateu a cabeça.

Diante de seu sofrimento, Virgínia iniciou uma mobilização nas redes sociais, com o desejo de evitar que outras famílias vivam a mesma tristeza. Passou a compartilhar nas redes sociais e por meio de panfletos informações sobre segurança no turismo de aventura. Ela sugere, por exemplo, que seja exibido um vídeo com instruções aos visitantes — como já é feito em alguns locais na Chapada dos Veadeiros. Ela também ressalta a importância de ter equipes de brigadistas de prontidão, algo que não ocorre atualmente.

Foi criada a hashtag #cachoeirasseguras que faz um alerta referente aos riscos em cachoeiras e em atividade recreativas na natureza. É um clamor pela conscientização de riscos e segurança nessas atividades; pela necessidade de mais informação sobre procedimentos de segurança em parques públicos e privados; pela melhoria da legislação referente à segurança humana nesses locais; pela profissionalização e qualidade dos profissionais que oferecem esses serviços; pela criação de bancos de dados ou estatísticas referentes a acidentes e fatalidades nessas atividades, para que sirvam de dados para análise e desenvolvimento de projetos de segurança; pela fiscalização do cumprimento de leis já existentes que garantem que riscos desnecessários sejam evitados; pela valorização das equipes, públicas e privadas, em atuação em resgates hoje no Brasil.

“Nossa campanha só visa a salvar vidas, para que não aconteça com outras pessoas, principalmente jovens, o mesmo que aconteceu com o Cacá. No começo foi movido pela tristeza e revolta. Hoje estou mais serena, e a saudade é grande.” Disse Virgínia, a mãe de Cacá, ao Amantes de Cachoeiras. Diante desta e de tantas outras histórias tristes que vemos nos jornais se faz necessário observar algumas dicas básicas de segurança para estas ocasiões, como estas abaixo:

Na água

  • Em água rasa ou desconhecida sempre entre primeiro com os pés
  • Nunca mergulhe de cabeça
  • Evite ingerir bebida alcoólica ou outras drogas
  • Aprenda sobre emergências aquáticas (como prevenir e reagir)
  • Cuidado com o limo e o barro liso
  • Em lugares de serra, fique atento a cabeças d´água
  • Ao primeiro sinal de presença de galhos, mudança repentina de cor da água e aumento súbito na vazão do nível do rio, saia imediatamente da água e da margem do rio
  • Se você cair no rio, não lute contra a correnteza, guarde suas forças, flutue e acene por socorro
  • Não tente entrar na água para salvar alguém, chame socorro no 193, jogue algum material flutuante e aguarde profissionais
  • Se você socorrer alguém, jogue uma corda na água com algum objeto flutuante na ponta, amarre a outra extremidade se possível e a mantenha firme após a vítima segurá-la

Fonte: Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático

Em trilhas

  • Nunca vá sozinho
  • Conheça bem o lugar
  • Avise seus familiares (hora de saída, local e hora de retorno)
  • Analise as dificuldades e estude ações para casos de acidente
  • Use equipamentos de segurança
  • Trilhas simples: use calçados, roupas adequadas, mapa, bússola e telefone carregado
  • Trilhas em serras e próximas a cânions: leve os itens anteriores, além de luvas, capacete, cordas, facão, bastão de caminhada. Use coletes se passar pela água.
  • Trilhas dentro de cursos d´água: use todos os itens citados anteriormente, além de faca e lanterna. Comida, sempre um pouco mais do que irá precisar, separando em dois grupos: prontas e as que dependem de água e fogo para preparo.
  • Leve no mínimo quatro litros de água para cada dia, se não houver fontes pelo caminho (nesse caso basta um litro portátil e um purificador de água químico)

Vamos aderir a esta campanha e usar em nossas postagens a hashtag #cachoeirasseguras para que todos sempre lembrem-se da necessidade de redobrar os cuidados, sigam também o IG dela no Instagram, @cachoeirasseguras.

À Virgínia deixamos o nosso apoio e parabenização pela atitude tomada diante da dor e do sofrimento.

Fonte: https://www.metropoles.com/vida-e-estilo/turismo/mortes-em-cachoeiras-motivam-criacao-de-campanha-por-turismo-seguro

Até breve!

Lu Pimenta

 

 

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